domingo, 2 de maio de 2010

Texto Poético 8 - Poesia , poeta, poema, musicalidade

Poesia - Poeta  -Poema - Música


A poesia, ou género lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos. O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético.
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).
A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, através de uma atitude criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual (a prosa), ao usar determinados recursos formais. Em termos gerais, a poesia é predominantemente oral - mesmo quando aparece escrita, a oralidade aparece sempre como referência quase obrigatória, aproximando muitas vezes esta arte da música
.
( Texto adaptado da WIKIPÉDIA ).



A musicalidade é algo perceptível na poesia. Se estivermos atentos ao mundo musical verificamos que, muitas vezes, os cantores inspiram-se nos grandes poetas, trabalham e adaptam a musicalidade presente nos poemas. Na verdade, muitas das grandes músicas resultam de grandes poemas. Sem uma boa letra, um bom poema, dificilmente se fará uma grande canção. Como escreveu Marco Viana in Livro Aberto:

Cada palavra um som
cada verso, um refrão
Cada melodia, um dom
Cada lírica a voz do coração.



Para o comprovar lê com atenção o poema de Florbela Espanca: “ SER POETA “.


Ouve agora duas versões musicais do mesmo poema :




2 comentários:

Valdecy Alves disse...

Amigos poetas blogueiros, parabéns por utilizarem a internet como forma de dividir com o mundo o seu pensar, o seu compreender, desempenhando a missão do poeta que é se afirmar como ser humano, sobretudo perante si mesmo, captar os arquétipos coletivos de sua época e princípios universais, permitindo após compreender-se ou não compreender-se, que pela sua obra os da sua época tenham referência alternativa para fazer a leitura do mundo e as gerações posteriores entenderem a própria história da humanidade. Tudo temperado pelo sonho, pela sensibilidade e pela utopia. PASSOU A ÉPOCA DE ESCREVERMOS E GUARDAR NA GAVETA NOSSAS CRIAÇÕES DEPOIS DOS MAIS PRÓXIMOS FINGIREM TER LIDO PARA NOS AGRADAR. Através do meu blog quero aprensentar-lhes a video-poesia, que usa várias linguagens de uma só feita, a serviço do texto. Se gostar divulgue e compartilhe com os seus contatos. Acessar em:

www.valdecyalves.blogspot.com

Daniel Moutinho disse...

Luis Sérgio, eu gostaria de usar esse poema do Infinito como exemplo de Concretismo numa apostila de Teoria Literária que estou preparando (Colégio Recanto, Rio de Janeiro). A quem devo atribuir a autoria?
Grato,
Daniel Moutinho